Reforma Tributária: o que muda no orçamento das empresas em 2027?

Com a chegada da CBS, novas regras fiscais e mudanças na tributação do consumo, empresas precisarão revisar custos, preços e planejamento financeiro para 2027.

A Reforma Tributária brasileira entra em uma nova fase em 2027, trazendo mudanças importantes para o orçamento das empresas. A substituição de tributos, a implementação de novas regras de apuração e os ajustes nos sistemas fiscais exigirão atenção de empresários e profissionais da contabilidade.

Uma das principais novidades é a entrada em vigor da cobrança da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substituirá o PIS e a Cofins.

Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, em 28 de outubro de 2026, o cálculo de uma alíquota de referência de 11,3% para a CBS em 2027. O percentual ainda precisa passar pela etapa de definição no Senado Federal.

Diante desse cenário, compreender os impactos da reforma será fundamental para preservar a organização financeira e preparar as empresas para o próximo ano.

O que muda com a Reforma Tributária em 2027?

O ano de 2027 marca o início de uma etapa decisiva da transição do sistema de tributação sobre o consumo.

Entre as principais alterações previstas estão:

  • CBS: início da cobrança efetiva do tributo federal que substituirá o PIS e a Cofins.
  • IBS: cobrança com alíquota de 0,1% durante 2027 e 2028, acompanhada da redução correspondente na alíquota da CBS, conforme a legislação.
  • Imposto Seletivo: início da tributação de determinados bens e serviços prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
  • IPI: redução das alíquotas a zero para a maioria dos produtos, preservadas as exceções legais.

O ICMS e o ISS continuarão sendo cobrados durante essa etapa. A substituição gradual desses tributos pelo IBS ocorrerá entre 2029 e 2032, com conclusão da transição prevista para 2033.

CBS de 11,3%: como a nova referência pode afetar as empresas?

Em 28 de outubro de 2026, o TCU aprovou o cálculo de referência de 11,3468%, arredondado para 11,3%, para a CBS em 2027.

O cálculo busca preservar a arrecadação federal durante a substituição do PIS e da Cofins.

O percentual ainda não representa uma alíquota definitivamente fixada para todas as operações. Caberá ao Senado Federal concluir a etapa de definição prevista na legislação.

Também é importante destacar que a alíquota nominal não corresponde necessariamente à carga tributária efetiva de cada empresa.

O impacto dependerá de fatores como regime tributário, atividade econômica, composição dos custos, operações realizadas e possibilidades de aproveitamento de créditos.

Por isso, a análise individualizada será essencial para compreender como as novas regras poderão influenciar o orçamento empresarial.

Quais serão os principais impactos no orçamento das empresas?

1. Mudanças na formação de preços

A chegada da CBS poderá exigir a revisão dos cálculos utilizados para definir os preços de produtos e serviços.

Dependendo da atividade, a nova sistemática de tributação e créditos poderá modificar custos e margens de rentabilidade.

Empresas que não atualizarem suas projeções financeiras poderão enfrentar dificuldades para avaliar a rentabilidade de suas operações.

2. Atenção ao fluxo de caixa

A transição tributária poderá trazer mudanças no momento de recolhimento dos tributos e na utilização dos créditos fiscais.

Isso torna necessário acompanhar o capital de giro e organizar as previsões de pagamentos e recebimentos.

Um planejamento inadequado poderá comprometer a disponibilidade de recursos para despesas operacionais, investimentos e obrigações financeiras.

3. Investimentos em tecnologia e processos fiscais

A adaptação às novas regras também envolve sistemas de gestão, emissão de notas fiscais e organização das informações tributárias.

As empresas deverão acompanhar os cronogramas oficiais e verificar se seus sistemas estão preparados para atender às exigências aplicáveis às suas operações.

Esses investimentos poderão representar despesas adicionais no orçamento de 2027.

4. Revisão de contratos e fornecedores

Contratos comerciais, acordos de prestação de serviços e políticas de negociação também poderão precisar de ajustes.

A revisão das condições contratuais ajudará as empresas a compreender quem assumirá determinados custos e como as alterações tributárias poderão afetar as negociações.

5. Planejamento tributário mais estratégico

Com a mudança no sistema de tributação, será necessário reavaliar procedimentos fiscais e analisar os efeitos das novas regras sobre cada negócio.

Empresas enquadradas no Simples Nacional também deverão acompanhar as possibilidades e condições previstas na legislação para o recolhimento do IBS e da CBS.

A avaliação deverá considerar o perfil da empresa, a composição das receitas e as características de seus clientes e fornecedores.

E para as empresas do setor de turismo, o que muda?

Agências de viagens, operadoras e demais empresas do turismo também precisarão acompanhar a transição tributária.

A Lei Complementar nº 214/2025 estabelece regras específicas para as agências de turismo, especialmente nas operações de intermediação de serviços turísticos.

Nessas operações, a legislação prevê tratamento próprio para a base de cálculo, considerando os valores repassados aos fornecedores intermediados, desde que atendidas as condições legais.

Comissões, incentivos, receitas de intermediação e documentação das operações também merecem atenção.

Isso significa que empresas do setor precisarão avaliar suas operações individualmente, evitando aplicar uma mesma interpretação tributária a serviços com características diferentes.

Para agências de viagens, manter controles financeiros e fiscais organizados será especialmente importante durante a transição.

Como preparar o orçamento empresarial para 2027?

O planejamento deve começar antes da entrada em vigor das novas regras.

Algumas medidas importantes incluem:

  1. Revisar as receitas, despesas e margens de rentabilidade.
  2. Simular os efeitos da CBS sobre as operações da empresa.
  3. Avaliar as possibilidades de aproveitamento de créditos tributários.
  4. Atualizar sistemas financeiros e fiscais conforme os cronogramas aplicáveis.
  5. Revisar contratos e políticas de precificação.
  6. Organizar o fluxo de caixa e as projeções de capital de giro.
  7. Acompanhar as regulamentações e definições ainda pendentes.

Essas medidas permitirão identificar possíveis impactos financeiros e apoiar decisões mais seguras durante a transição.

Como a Contatur Rio pode ajudar sua empresa nessa transição?

A Reforma Tributária exige mais do que acompanhar novas alíquotas. É necessário compreender como cada mudança poderá afetar a realidade financeira e operacional de cada empresa.

Nesse cenário, contar com orientação contábil especializada pode fazer a diferença.

A Contatur Rio, especializada em contabilidade para o setor de turismo, pode apoiar empresários na preparação para as novas exigências tributárias, contribuindo para uma gestão mais organizada e estratégica.

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