Em 12 meses, a passagem aérea ficou 42,5% mais cara. Já a passagem de ônibus subiu 8,7% no mesmo período. Os números são do índice ClickBus/Fipe, com dados de setembro de 2026.
A diferença é grande: o avião subiu quase cinco vezes mais que o ônibus. Para quem está planejando férias, um feriado ou uma escapada de fim de semana, isso muda a conta e pode mudar também a escolha do destino.
| Modal | Alta em 12 meses |
|---|---|
| Passagem aérea | 42,5% |
| Ônibus rodoviário | 8,7% |
Fonte: índice ClickBus/Fipe, dados de setembro de 2026.
O que isso significa no seu bolso
Na maioria dos pacotes, a passagem aérea é o item mais caro. Quando ela sobe 42,5%, o valor final do pacote sobe junto, mesmo que hotel, traslado e passeios continuem com o mesmo preço.
Um exemplo simples: um trecho aéreo que custava R$ 1.000 há um ano hoje sai por cerca de R$ 1.425. Uma passagem de ônibus de R$ 200, no mesmo período, foi para cerca de R$ 217. Os valores são ilustrativos e servem só para mostrar o tamanho da diferença.
Vale lembrar que o ônibus não ficou mais barato. Ele também subiu, só que bem menos. O que mudou foi a distância de preço entre os dois.
Quando o ônibus vale a pena
Para destinos a até 6 ou 8 horas do Rio, o ônibus voltou a ser uma opção forte. Nessas distâncias, somando o tempo de ir ao aeroporto, chegar com antecedência e esperar a bagagem, a diferença de tempo para o avião diminui bastante.
Alguns roteiros em que vale fazer a conta:
- Região dos Lagos e Costa Verde: Búzios, Cabo Frio, Arraial do Cabo, Paraty e Angra ficam a poucas horas de estrada.
- Serra fluminense: Petrópolis, Teresópolis, Itaipava e Visconde de Mauá são ótimas para um fim de semana.
- São Paulo: a viagem noturna de ônibus leito economiza uma diária de hotel.
- Minas Gerais: Belo Horizonte, Juiz de Fora e as cidades históricas combinam bem com um roteiro rodoviário.
Uma dica: os ônibus leito e semileito oferecem mais conforto em viagens noturnas e costumam custar bem menos que o aéreo no mesmo trecho.
Se precisar voar: como pagar menos
Para destinos mais distantes, como o Nordeste, o Sul ou o exterior, o avião continua sendo a escolha mais prática. Algumas atitudes ajudam a reduzir o impacto da alta:
- Compre com antecedência. Quanto mais perto da data, mais cara costuma ficar a passagem.
- Seja flexível nas datas. Voar no meio da semana e fora de feriados e férias escolares faz diferença.
- Compare horários e aeroportos. Voos de madrugada e embarques pelo Santos Dumont ou pelo Galeão podem ter preços diferentes.
- Considere um pacote completo. Agrupar aéreo, hotel e traslado pode sair mais em conta do que comprar cada item separado.
- Fique de olho na bagagem. A tarifa mais barata nem sempre inclui mala despachada, e isso pesa na conta final.
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